sábado, 19 de julho de 2014

Flor Triste.

Flor Triste

No azul da primavera, a flor mais bela,
Mais meiga, doce, perfumada, ardente,
Mostra seu pranto e, inexplicavelmente,
Seu riso ofusca o lume de uma estrela.

Por quê será que chora a flor, se ela,
Movendo-se, tocada a brando vento,
Tocando-a , ninguém tem sofrimento;
Cheirando-a ninguém pode esquecê-la?

Quem saberá, meu Deus, Por quê ela chora?
Talvez, como eu, aquela flor agora,
Na dor inexorável das tristezas,

Veja a inutilidade desses lumes,
A insignificância dos perfumes
E a efemeridade das belezas.

Djalma Aquino
Campinas/SP, Novembro 2001.


Um comentário:

  1. E, ser artista e ser poeta é ser eterno
    É ser vida, mesmo quando em sua morte
    É ser sorte, mesmo quando em triste fardo
    É ser tudo, mesmo quando resta apenas nada
    É ser forte em expressão, mesmo estando fraco
    É carregar a dor, com amor, de seu dom de ser ator.

    Parabéns pelo Dom, que continue a levar emoção e exteriorizar o que sente e o que te inspira.
    Já sou seu fã.
    Forte abraçoooo..

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