Vez em Quando
Vez ou outra, ocorre...(Eu não me atrevo
Negar-lhes com que clara sutileza)
Ausenta-se de mim toda a tristeza,
Mostra-se a vida um recital de enlevo.
Vez ou outra (tampouco sei se devo
Revelar-lhes tal coisa) e, com estranheza,
Segue o viver em tamanha leveza,
Que toco ao belo e a este não descrevo.
Vez em quando (não sei se o giga), a vida
É harmonia em instantes convertida,
É paz serena em mim se eternizando.
Não sei se o afirme, o negue...Ou quanto dura
Essa ausência total de amargura.
Apenas sei que é de vez em quando...
Djalma Aquino
São Roque/SP, Abril 2001
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