Elo I
Não te deixo por não ter valido a pena,
Mas por não ter encontrado em teus braços,
Traços concretos da minha forma plena.
Reflexo de uma afirmação forte, amena...
Este algo manifesto em mim, que nunca te condena
Mas que procura encontrar em ti,
Braços, pernas, corpo e mente;
Interrogações comprometedoras de um passado fluente
E que hoje, inexplicavelmente,
Parecem conter a pureza exótica do cacto.
- Estranho impacto à aparência das rosas.
Deixo-te por não mais carregar-te em mim.
Campinas/SP, Maio 1999
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