Sozinho.
Assusta-me a impressão de ser sozinho
Mesmo em meio a tantas pessoas
Boas de fato, outras não tão boas;
Algumas não são água nem são vinho.
Sou só! Não sinto o sol no azul marinho
Nem o frescor das gélidas garoas;
Sou sozinho na dor, embora doa
Pisar com outros sobre tanto espinho.
A solidão me açoita...Como açoites
Das brisas que se tornam fantasias
E me cercam em cárceres medonhos.
Mas tenho algum amor em minhas noites,
Um pouco de viver pelos meus dias
E um monte de ilusão nestes meus sonhos.
Djalma Aquino.
Itu/SP, Janeiro 2002
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