Terrinha.
Dm, C
Lá há seca.
Histórias de seca ouvem-se por lá.
Mais ainda: Também há Meca,
Resto asteca talvez que ficou por lá.
Saberá alguém dizer o que há por traz daquilo?
Asilo? Talvez esmola? Mesquinhez em grande estilo?
Expostos a miséria, passam fome em nome da fé,
Que se fortalece a cada dia, pela dor que é
Ver as mesas dos sultões
Sempre, sempre cheias de pão.
Colônia de cifras...
Indústria da dor...
Quanta tristeza, incerteza...
Certeza que nada haverá.
Nada restará.
Só cinzas.
Quimera que o acaso criou.
Mas também deixaram esperança
Nos olhos de uma criança
Seca que viveu em Meca.
Resto Asteca que ficou por lá.
Djalma Aquino
Itu/SP, Julho 2001
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