Dor
Há uma dor no meu peito. E no outro peito,
Outra dor que dilata e dilacera
Este peito, que há pouco tempo, era
Morada de um amor, de um outro peito.
Essa dor não é causa nem efeito.
É estática, móvel, breve espera,
Infinito segundo, esquadria, esfera...
E outra dor não poderá dar jeito.
Oh! Deus! Senhor que sois onipotente,
Que sois onisciente, onipresente,
Que ventilais o Dom do meu viver,
Não quero ser feliz como era outrora,
mas, Pai, eu sou um filho que implora:
Remove esse martírio, esse sofrer.
Djalma Aquino.
Itu/SP, Janeiro 1998.
Nenhum comentário:
Postar um comentário