terça-feira, 8 de julho de 2014

Dor

Dor

Há uma dor no meu peito.  E no outro peito,
Outra dor que dilata e dilacera
Este peito, que há pouco tempo, era
Morada de um amor, de um outro peito.

Essa dor não é causa nem efeito.
É estática, móvel, breve espera,
Infinito segundo, esquadria, esfera...
E outra dor não poderá dar jeito.

Oh! Deus! Senhor que sois onipotente,
Que sois onisciente, onipresente,
Que ventilais o Dom do meu viver,

Não quero ser feliz como era outrora,
mas, Pai, eu sou um filho que implora:
Remove esse martírio, esse sofrer.

Djalma Aquino.
Itu/SP, Janeiro 1998.

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