terça-feira, 8 de julho de 2014

Colônia I

Colônia I
((A, Cm#, G, C, Eb, A, G.))

Mãe, hoje faço dezoito anos.
Não sou mais um menor abandonado.
Sou um maior explorado.

Mãe, no auge dos meus desenganos,
Fui recrutado por engano, fui achado
Para um trabalho forçado.

Já possuo identidade
Mas não consigo em achar.
Não me deram liberdade
Para eu poder me encontrar.

Hei pai, vou aprender falar inglês
Pra ter emprego e salário miseráveis,
Pra ser escravo do cifrão.

Hei pai, Somos colônia outra vez,
Mas não temos mentes descartáveis.
Nossos Jesuítas são vocês.

Djalma Aquino
Itu/SP, Junho 2001.

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