Vazio II
Seria, aquele, um qualquer mês de agosto,
Não visse eu, no olhar, anunciado
O último sorriso...E um desbotado...
E um desbotado adeus banhando o rosto.
Julguei: não passaria de desgosto
Passageiro o calvário revelado.
Mas vejo, de repente, um denodado
E estranho espelho me mostrando o oposto.
Mostrou-me o corpo e a alma definhando
Num sepulcral tormento. Divagando
Como se nunca houvessem vivido.
E as partes mortas, (uma em cada parte)
Sofreram tanto ao viver sem amar-te
Que foi o mesmo que eu haver morrido.
Djalma Aquino
Itu/SP Fevereiro 2008.
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