Último Adeus
Um último olhar agora lanço
Em direção ao corpo que jaz manso,
Que há tanto tempo, pedia descanso
Do peso imenso que a vida lhe impunha.
Desse-me Deus poder, a mão lhe punha
Retirando do corpo essa ferida,
Devolvendo-lhe, assim, o que em vida
Negou-lhe, até de forma desmedida,
A natureza fria, imparcial.
Mas vejo, de outro lado, o triunfal
Espírito sereno...que lhe sai
Como nuvem. Sinto que ele vai
Seguindo certo e firme rumo ao Pai.
Djalma Aquino
São Roque/SP Fevereiro 2000
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