segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Maresia

Maresia

De tudo que é sentido, eis que condenso
Um sentimento extremo e ao mar, a frente,
Deixo-o esquecido disfarçadamente
Mas ei-lo forte me espetando o senso.

Eu quis despir-me do que é mais intenso.
Vi-me qual rio, que em caudalosa enchente,
Tudo carrega indiferentemente
E esquece tudo nesse mar imenso.

Mas não sou rio e tu, meu sentimento,
Quando na alma, cm chaga convertido,
Só acabas se te segue outro tormento.

De vez em quando  teimas, vens...me sondas
Qual grão de areia na praia perdido,
Nas águas turvas, misturado em ondas.

Djalma Aquino
São José do Rio Preto SP, Fevereiro 2001

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