Coma Alcoólica
Num instante raro, meu olhar resvala
Em teu semblante. E noutro instante mágico,
Percebo um quase belo, um quase trágico
Sorriso que se expande pela sala.
Olha e sorri..E Olha...E nada fala
Pra este ser - molambo opiofágico.
Consome-me, então, um caos letárgico
Que em turbulento sono, o sonho embala.
E passa o tempo. E passa...E você solta
O último sorriso. A minha volta,
Pairam resquícios de uma angústia bruta.
À míngua, em coma, assumo que a loucura
Mistura ao vômito sua áscia figura,
De gosto azedo qual ácida fruta.
Djalma Aquino
Botucatu/SP, Março 2001.
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