Eu, Tu, Eles ou Elas (I)
O homem nasce e cedo, em campo vasto,
Do pasto podre logo experimenta;
Remói a estupidez que o alimenta,
Na mente encalha o ruminado pasto.
E Grande orgulho sente. Vê o nefasto
Brotando altivo, de forma agourenta.
Olha pra trás, sente que o orgulho aumenta:
Outros lhe seguem o desprezível rasto.
E não tem fim a bestialidade
Já que se multiplica a nescidade
Nesses asnos em homens transformados.
São dezenas, centenas, são milhões
De burros aprisionados aos grilhões.
São cavalos por jegues exaltados.
Djalma Aquino
Itu SP - Março 2001
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