sábado, 18 de abril de 2015

Confissão de um Amigo

Confissão de um Amigo


Esse amor que sereno acolhe agora
A dor no velho peito e não reprime
A falta cometida (tal qual crime)
É o bem maior que tenho desde outrora.

Nem mesmo o pranto morno, a alma que chora,
Cala o arrependimento. Não me exime
Da culpa avessa, impura que se exprime...
E o perdão é capaz de vir pra fora.

Eis essa deusa humana que me chama
De amor. Diva divina que inflama
A esperança que nunca terá fim.

E Deus, na sua infinita magnitude,
Ainda lhe fez com uma única virtude:
Com um amor pros filhos e outro pra mim.

Djalma Aquino
Ribeirão Preto - SP, Maio 2002






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